Grupo
(EE Maria Antonieta Garnero La Fortezza)
(EE
Manoel Ignácio da Silva)
Público
alvo: 8ª série ( 9º ano)
Tempo
previsto: de 2 a 4 aulas
Objetivos:
implementar e aferir estratégias de leitura.
Tema:
fuga da realidade
Conteúdos:
traços característicos da crônica; explorar o gênero.
Competências
e habilidades: síntese das capacidades de leitura; inferir em
informações explícitas; relacionar símbolos com o sentido global
do texto; pistas linguísticas responsáveis pela compreensão
temática; intertextualidade.
Estratégias
: trabalho escrito ou slides, vídeos, poema.
Atividades:
I - compreensão do texto por meio de questões e desenvolver
competências e habilidades antes, durante e depois da leitura;
II – Trabalhar sequência temporal, verbos (tempos verbais),
advérbios de tempo e lugar.
ANTES DA
LEITURA:
QUESTÕES:
Já
leu algum texto desse autor? Qual o gênero narrativo ele costuma
escrever?
Habilidades a serem desenvolvidas: expectativa em função do autor
(Moacyr Scliar está muito presente em livros didáticos, conhecido
por suas crônicas baseadas, principalmente, em notícias. Isso faz
com que o leitor crie expectativas em relação ao conteúdo).
Levando-se
em consideração o título, qual seria o assunto principal do
texto?
Habilidades a serem desenvolvidas: antecipação do tema ou ideia
principal a partir dos elementos paratextuais, como título,
subtítulos, epígrafes, prefácios e sumários (Pedir aos alunos que
reflitam e explicitem qual o significado do substantivo “pausa”
para eles).
DURANTE
A LEITURA:
QUESTÕES:
Com
que freqüência Samuel saía?
Habilidades a serem desenvolvidas: construção do sentido global do
texto (Construção da sequência de ideias).
Quanto
tempo você acha que duram as ações do texto?
Habilidades a serem desenvolvidas: localização ou construção do
tema ou da ideia principal (Antes de iniciar a leitura integral do
texto, formular questões que os ajudem a compreensão dele).
3. Como é o relacionamento do casal? Justifique com um trecho do
texto.
Habilidades a serem desenvolvidas: localização ou construção do
tema ou da ideia principal (Antes de iniciar a leitura integral do
texto, formular questões que os ajudem a compreensão dele).
4-
Samuel saía sempre no mesmo horário?
Habilidades a serem desenvolvidas: identificação das pistas
linguística responsáveis pela continuidade temática ou pela
progressão temática (Nesse caso, há marcadores que indicam
relações espaciais: “chegou mais cedo hoje”, “Todos os
domingos tu sais cedo”, “Até domingo que vem...”).
5-
Por que Samuel era chamado de Isidoro pelo funcionário do hotel?
Habilidades a serem desenvolvidas: construção do sentido global do
texto (Trabalha-se a sequência de ideias; Compreender globalmente um
texto significa fazer uso do conhecimento prévio, das inferências
para preencher aquilo que não está explícito no texto).
APÓS A
LEITURA:
QUESTÕES:
Qual
o espaço predominante do texto?
Qual
a relação entre o título e o texto?
Habilidades a serem desenvolvidas: construção da síntese semântica
do texto (O leitor é capaz de parafrasear o que leu?Utilizando o
esquema pergunta-resposta, verificar se o aluno compreendeu o que
leu).
Se
você fosse o autor, qual final daria ao texto? Usaria o mesmo
título? Justifique.
Habilidades a serem desenvolvidas: avaliação crítica do texto
(Através das respostas, ele demonstrará se gostou ou não do texto
lido, deixando claro qual o desfecho que gostaria que existisse).
Avaliação Oral: identificação do tema, compreensão de
conteúdos não explícitos, síntese do texto de modo coerente.
Avaliação
Escrita: ficha organizativa com os elementos da narrativa,
produção de texto.
Intertextualidade:
“O
rapto” – de Carlos Drummond de Andrade
Se uma águia fende os
ares e arrebata
esse que é uma forma pura e que é suspiro
de
terrenas delícias combinadas;
e se essa forma pura,
degradando-se,
mais perfeita se eleva, pois atinge
a tortura
do embate, no arremate
de uma exaustão suavíssima, tributo
com
que se paga o vôo mais cortante;
se, por amor de uma ave, ei-la
recusa
o pasto natural aberto aos homens,
e pela via
hermética e defesa
vai demandando o cândido alimento
que a
alma faminta implora até o extremo;
se esses raptos terríveis
se repetem
já nos campos e já pelas noturnas
portas de
pérola dúbia das boates;
e se há no beijo estéril um soluço
esquivo e refolhado, cinza em núpcias,
e tudo é triste sob
o céu flamante
(que o pecado cristão, ora jungido
ao
mistério pagão, mais o alanceia),
baixemos nossos olhos ao
desígnio
da natureza ambígua e reticente:
ela tece,
dobrando-lhe o amargor,
outra forma de amar no acerbo amor.
"O QUARTO" Van Gogh
A
Terceira Margem do Rio
Guimarães
Rosa
Nosso
pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde
mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas
pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro,
ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros,
conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que
ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas
se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma
canoa.
Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de
vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber
justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e
arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou
trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a idéia. Seria que, ele,
que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e
caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era
mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se
estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder
ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a
canoa ficou pronta.
Sem alegria nem cuidado, nosso pai
encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras
palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação.
Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu
somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: — "Cê vai,
ocê fique, você nunca volte!" Nosso pai suspendeu a resposta.
Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos.
Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo
daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: — "Pai,
o senhor me leva junto, nessa sua canoa?" Ele só retornou o
olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para
trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber.
Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se
indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida
longa.
Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma
parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços
do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não
saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para. estarrecer
de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes,
vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente
conselho.
Nossa mãe, vergonhosa, se portou com muita
cordura; por isso, todos pensaram de nosso pai a razão em que não
queriam falar: doideira. Só uns achavam o entanto de poder também
ser pagamento de promessa; ou que, nosso pai, quem sabe, por
escrúpulo de estar com alguma feia doença, que seja, a lepra, se
desertava para outra sina de existir, perto e longe de sua família
dele. As vozes das notícias se dando pelas certas pessoas —
passadores, moradores das beiras, até do afastado da outra banda —
descrevendo que nosso pai nunca se surgia a tomar terra, em ponto nem
canto, de dia nem de noite, da forma como cursava no rio, solto
solitariamente. Então, pois, nossa mãe e os aparentados nossos,
assentaram: que o mantimento que tivesse, ocultado na canoa, se
gastava; e, ele, ou desembarcava e viajava s'embora, para jamais, o
que ao menos se condizia mais correto, ou se arrependia, por uma vez,
para casa.
No que num engano. Eu mesmo cumpria de trazer para
ele, cada dia, um tanto de comida furtada: a idéia que senti, logo
na primeira noite, quando o pessoal nosso experimentou de acender
fogueiras em beirada do rio, enquanto que, no alumiado delas, se
rezava e se chamava. Depois, no seguinte, apareci, com rapadura, broa
de pão, cacho de bananas. Enxerguei nosso pai, no enfim de uma hora,
tão custosa para sobrevir: só assim, ele no ao-longe, sentado no
fundo da canoa, suspendida no liso do rio. Me viu, não remou para
cá, não fez sinal. Mostrei o de comer, depositei num oco de pedra
do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho.
Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais
tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo
de não saber; ela mesma deixava, facilitado, sobra de coisas, para o
meu conseguir. Nossa mãe muito não se demonstrava.
Mandou
vir o tio nosso, irmão dela, para auxiliar na fazenda e nos
negócios. Mandou vir o mestre, para nós, os meninos. Incumbiu ao
padre que um dia se revestisse, em praia de margem, para esconjurar e
clamar a nosso pai o 'dever de desistir da tristonha teima. De outra,
por arranjo dela, para medo, vieram os dois soldados. Tudo o que não
valeu de nada. Nosso pai passava ao largo, avistado ou diluso,
cruzando na canoa, sem deixar ninguém se chegar à pega ou à fala.
Mesmo quando foi, não faz muito, dos homens do jornal, que trouxeram
a lancha e tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai
se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de
léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a
palmos, a escuridão, daquele.
A gente teve de se acostumar
com aquilo. Às penas, que, com aquilo, a gente mesmo nunca se
acostumou, em si, na verdade. Tiro por mim, que, no que queria, e no
que não queria, só com nosso pai me achava: assunto que jogava para
trás meus pensamentos. O severo que era, de não se entender, de
maneira nenhuma, como ele agüentava. De dia e de noite, com sol ou
aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano,
sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas,
e meses, e os anos — sem fazer conta do se-ir do viver. Não pojava
em nenhuma das duas beiras, nem nas ilhas e croas do rio, não pisou
mais em chão nem capim. Por certo, ao menos, que, para dormir seu
tanto, ele fizesse amarração da canoa, em alguma ponta-de-ilha, no
esconso. Mas não armava um foguinho em praia, nem dispunha de sua
luz feita, nunca mais riscou um fósforo. O que consumia de comer,
era só um quase; mesmo do que a gente depositava, no entre as raízes
da gameleira, ou na lapinha de pedra do barranco, ele recolhia pouco,
nem o bastável. Não adoecia? E a constante força dos braços, para
ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no
subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola
o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore
descendo — de espanto de esbarro. E nunca falou mais palavra, com
pessoa alguma. Nós, também, não falávamos mais nele. Só se
pensava. Não, de nosso pai não se podia ter esquecimento; e, se,
por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar
de novo, de repente, com a memória, no passo de outros
sobressaltos.
Minha irmã se casou; nossa mãe não quis
festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais
gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas
noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma
cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. Às vezes,
algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com
nosso pai. Mas eu sabia que ele agora virara cabeludo, barbudo, de
unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com o
aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de
roupas que a gente de tempos em tempos fornecia.
Nem queria
saber de nós; não tinha afeto? Mas, por afeto mesmo, de respeito,
sempre que às vezes me louvavam, por causa de algum meu bom
procedimento, eu falava: — "Foi pai que um dia me ensinou a
fazer assim..."; o que não era o certo, exato; mas, que era
mentira por verdade. Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem
queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio,
para outras paragens, longe, no não-encontrável? Só ele soubesse.
Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar
para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito,
minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela
erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender
os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não
apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos,
abraçados.
Minha irmã se mudou, com o marido, para longe
daqui. Meu irmão resolveu e se foi, para uma cidade. Os tempos
mudavam, no devagar depressa dos tempos. Nossa mãe terminou indo
também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava envelhecida.
Eu fiquei aqui, de resto. Eu nunca podia querer me casar. Eu
permaneci, com as bagagens da vida. Nosso pai carecia de mim, eu sei
— na vagação, no rio no ermo — sem dar razão de seu feito.
Seja que, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me
diz-que-disseram: que constava que nosso pai, alguma vez, tivesse
revelado a explicação, ao homem que para ele aprontara a canoa.
Mas, agora, esse homem já tinha morrido, ninguém soubesse, fizesse
recordação, de nada mais. Só as falsas conversas, sem senso, como
por ocasião, no começo, na vinda das primeiras cheias do rio, com
chuvas que não estiavam, todos temeram o fim-do-mundo, diziam: que
nosso pai fosse o avisado que nem Noé, que, por tanto, a canoa ele
tinha antecipado; pois agora me entrelembro. Meu pai, eu não podia
malsinar. E apontavam já em mim uns primeiros cabelos brancos.
Sou
homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta
culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio
— pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida
era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de
baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia
de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia,
fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse
sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em
tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte.
Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou
o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse —
se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.
Sem fazer
véspera. Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se
falava, nunca mais se falou, os anos todos, não se condenava ninguém
de doido. Ninguém é doido. Ou, então, todos. Só fiz, que fui lá.
Com um lenço, para o aceno ser mais. Eu estava muito no meu sentido.
Esperei. Ao por fim, ele apareceu, aí e lá, o vulto. Estava ali,
sentado à popa. Estava ali, de grito. Chamei, umas quantas vezes. E
falei, o que me urgia, jurado e declarado, tive que reforçar a voz:
— "Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto... Agora, o
senhor vem, não carece mais... O senhor vem, e eu, agora mesmo,
quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na
canoa!..." E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do
mais certo.
Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo
n'água, proava para cá, concordado. E eu tremi, profundo, de
repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito um
saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos! E
eu não podia... Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me
tirei de lá, num procedimento desatinado. Porquanto que ele me
pareceu vir: da parte de além. E estou pedindo, pedindo, pedindo um
perdão.
Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que
ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o
que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo
abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que,
no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa
canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e,
eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.
Texto
extraído do livro "Primeiras Estórias", Editora Nova
Fronteira - Rio de Janeiro, 1988, pág. 32
Obras de Salvador Dali
– Surreal ( O sono)

Salvador
Dali representa o sono como uma cabeça que lembra um enorme
lençol,apoiada em muletas. No conjunto da tela há representações
da realidade - casa,cachorro,mulher,barco - em um espaço indefinido.
Dada a ausência de lógica,a cena lembra imagens de um sonho.
O
sono pintado em 1937 por Salvador Dali retrata o surrealismo
pois transmite uma visão para alem de realidade, tem uma combinação
adequada de cor, demonstra a imaginação do sonho e a alucinação.
Nesta interpretação fantástica do sono, só se vê a cabeça da
figura que dorme, contra um fundo de imagens oníricas. O equilíbrio
delicado da figura indica que, se uma só forquilha faltar, ela
acordará. Isso mostra a fragilidade do estado de sono. A atenção
meticulosa de Dalí aos detalhes cria uma atmosfera de
hiper-realismo. Como membro do movimento surrealista, ele promoveu a
idéia do absurdo e o papel do inconsciente em sua arte. Embora
frequentemente provocasse escândalo público, a reputação de Dalí
e sua contribuição para a arte são inegáveis. Depois de
trabalhar em Nova York e Paris, Dalí voltou para sua Espanha natal
em 1955, lá se estabelecendo com sua companheira de longa data,
Gala, de quem pintou vários quadros estranhos e maravilhosos.